Daisy - Entrevista Exclusivo | kkblog

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Nome completo: Daisy Natália Neves de Carvalho.
Nome artístico: DNNC.
Produtora:
BomboclatRecorz
Grupo:
Bomboclat.­­
Morada:
Maianga.­­


O que é o rap para ti?

ÐNNC: O RAP para mim é muito mais que um simples estilo de música. O RAP para mim é “a melodia” que me identifica.

A identidade do Rap como surgiu?

ÐNNC: Sentia um grande entusiasmo enquanto ouvia músicas desse género. Desde então, despertou em mim um interesse enorme pela mesma. Passei a levar como passatempo compor e fazer Freestyle com alguns amigos. Os mesmo diziam que levava jeito para tal e que eu devia ao menos tentar. Sendo assim, deixei-me levar pelas suas falas.

Onde foi e quando começou?
ÐNNC: Foi algo muito recente. A minha “carreira” teve início no fim do mês de Novembro.

Fazes Rap a quanto tempo?

ÐNNC: Componho desde Janeiro do ano de 2011, mas só comecei a “fazer RAP” (no geral: cantar e compor) no fecho do ano. Altura em que foi lançada a minha primeira “track” (DOPE BOYZ VS DOPE GIRLS) com a participação de outros jovens da New School (Karaguniz, G’Pamella & Amaury Pound). Com o arrimo da BOMBOCLAT Recordz [A produtora em que me encontro].

Fazes por dinheiro ou amor a arte?
ÐNNC: Faço porque gosto e porque me sinto bem a fazê-lo. Ou seja, faço porque sinto um grande apreço pelo RAP.

Achas que surgiu alguma diferença no rap?

ÐNNC: Sim. O RAP está a cessar e a evoluir ao mesmo tempo, se me faço entender!… Digo isso porque parte dos rappers não o fazem porque gostam, mas sim pelo simples facto de “querer aparecer” isto é, sem mínimas condições essenciais para fazer RAP [como por exemplo: Fazer uma letra não é só combinar os sons, mas sim também transmitir alguma mensagem (indirecta ou indirectamente)]. E digo que está a evoluir porque apesar de tudo ainda há quem o faça por gosto, e com talento! (;

Achas k é um estilo dificil de s fazer ou nem por isso?

ÐNNC: Acho que isso é algo que vária de pessoa para pessoa. Depende da capacidade de cada um!...

Quais são as vertentes ou melhor os tipos de rap que existe?

ÐNNC: Segundo alguns estudos feitos por mim, pude concluir que existem 4 tipos de RAP. Entre eles: O underground e o comercial, que são os mais destacados. Os outros dois são ainda muito pouco conhecidos: O Rap Core e Pop Rap.

Houve alguma evolução no termo Hip Hop no que concerne angola?
ÐNNC: Sim, apesar de tudo ainda temos bons cantores. E se formos a ver, o RAP nos dias de hoje já é bem mais valorizado em relação à antigamente.

Na tua opinão achas que o house e o afro dance pode arecadar mais ouvintes que o Rap?

ÐNNC: Discordo do que foi dito acima. Não acho que algum tipo de música tenha sido deslumbrado, principalmente o RAP. Visto que é um dos estilos de música mais ouvido pelos jovens anivel mundial.

Achas que por não ser uma cultura de origem angolana acabará por ser passado pra trás?

ÐNNC: Não. Porque apesar de não ter origem angolana é um estilo de música que de certa forma, faz parte do quotidiano do povo Angola (Não no geral, mas pelo menos para os jovens).

Atendendo o involvimente de Genero femenino e
m massa no movimento, qual é o teu ponto de vista?

ÐNNC: Vejo isso como algo positivo. Pois, se de facto houver talento, não há razões concretas para ocultá-lo. Mesmo até porque também seria/é um auxílio para o desenvolvimento desse género musical.



Achas Que o numero de rapper's aumentou em termo d qualidade ou nem por isso?
ÐNNC: Do ponto de vista geral, aumentou sim. [Quando digo GERAL estou a referir-me à nível mundial].

Fala-me um pouco sobre a etimologia do movimento?
ÐNNC: O RAP surgiu nas comunidades negras do EUA, lá para a década de 70 em festas de alguns povos (como os jamaicanos) em que subiam ao palco os ditos MC’s (Mestre de Cerimónia). Depois de algum tempo, o RAP começou a ser aceitado nos meios sociais. Isso muito recentemente, há uns 20 anos atrás.

Quais as suas raizes?

ÐNNC: Emergiu em meados da década de 70, nos subúrbios de Nova Iorque.

Qual é o conselho que deixas para os MC´s e para aqueles que pensam ser Rapper´s?
ÐNNC: Façam RAP por gosto e não por estar na moda. Pois, a partir do momento em que começamos a fazer algo sem apreço, a coisa deixa de ser a mesma.
Não se considerem os melhores, mas deixa que o façam por ti. Faz com que mereças esse título, faz valer a pena! E nunca te deixes abalar pelos comentários negativos mas distorce-os com atitudes positivas.

Por: Romyla Hanck

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